O dia de hoje fica, sem dúvida, marcado pela notícia, publicada em todos os órgãos de comunicação social, de que o douto STJ (Supremo Tribunal de Justiça) considerou nulas as escutas que envolvem o Presidente do Conselho.
O argumento apresentado é uma pérola: " o tribunal presidido por Noronha do Nascimento argumentou que as escutas deveriam ter sido previamente validadas por um tribunal superior. Não tendo tal acontecido, o Supremo Tribunal de Justiça, órgão máximo da magistratura judicial em Portugal, já decidiu decretar a nulidade da certidão envolvendo escutas telefónicas em que aparece o primeiro-ministro."
Ora imaginemos que numa investigação judicial, na qual estão a ser feitas escutas telefónicas a suspeitos, são interceptadas chamadas de um qualquer Presidente do Conselho em que, por exemplo, solicita dinheiro a troco da aprovação de um projecto, ou que está envolvido em negócios obscuros, etc, perante tais factos, os investigadores nada podem fazer, pois as escutas são nulas.
Mas perante as dúvidas que se levantaram, eis que o douto Presidente do STJ, essa douta ave rara de seu nome, Noronha do Nascimento,decide não esclarecer o valor das escutas.
Confesso que é triste viver num país destes, cada vez mais mal frequentado. Não quero com isto dizer que o Senhor Presidente do Conselho cometeu qualquer crime, apenas quero que as instituições funcionem, que as investigações vão até ao fim, independentemente de quem sejam os suspeitos.
O País não pode continuar a viver neste clima, de constante suspeição. Isto mina as instituições, a democracia e favorece o aparecimento de fenómenos de extremistas.
Valerá a pena, os agentes da investigação, perderem horas e horas, gastarem dinheiro do erário público a desenvolverem as investigações, para depois verem o seu trabalho, anulado, arquivado, etc etc.
É altura de deixar as instituições funcionar, de lhes dar os meios de que necessitam, e independência, para a prossecução do seu trabalho, seja quem for o suspeito.
Como, o sábio povo, costuma dizer: " o bom polícia é aquele que apanha o pai a roubar e o prende"
Se assim não for, fechem a barraca!!!